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MEDITAÇÃO SOBRE AS SETE DORES DE NOSSA SENHORA

Pe Fernando Genú SCV

 

Como preparação para a Semana Santa, gostaria de meditar com vocês sobre as 7 dores de Nossa Senhora. Dor-alegria. Binômio tão presente na vida daquela que foi escolhida para ser a Mãe de Jesus. O objetivo desta meditação é claro: aproximar-nos ao Coração sofrido do Senhor a partir do Coração Imaculadamente doído de Nossa Senhora. Sim, imaculadamente doído. A natureza imaculada de Maria, não só faz referência a que Maria, ao não possuir pecado, não coloca travas ao amor, ama com todo o seu ser. Refere-se também a que não foge do sofrimento, como nós. Experimenta-o com a dor própria de quem expõe totalmente seu coração ao amor. Talvez aqui encontremos uma chave interessante para aproximar-nos ao amor de Jesus, centro de nossa meditação especialmente nos dias da Semana Santa. Se esta meditação consegue ser uma primeira aproximação ao Coração de Maria e, a partir dele, ao Coração de Jesus, terei alcançado o meu desejo. Continue lendo MEDITAÇÃO SOBRE AS SETE DORES DE NOSSA SENHORA

MEDITAÇÃO SOBRE O TEMPO DE QUARESMA

Padre Fernando Genú SCV

 

I – A QUARESMA NO TEMPO

Quando ainda estava no Colégio, me lembro de uma frase de uma amiga durante uma aula de Religião: eu não vou à Missa. Acho muito chato. Sempre as mesmas coisas: leituras, partes da Missa, cantos, gestos, símbolos… enfim, era tudo sempre a mesma coisa. Eu, como católico (bom, na verdade ainda nos começos da minha caminhada na fé. Tinha tão somente 15 anos), me senti na obrigação de defender o “ir à Missa”. Mas, bem no fundo, achava que a minha amiga tinha “algo” de razão. Não era mentira. As leituras, cantos e estrutura da Missa eram as mesmas. Variava uma que outra coisa, mas eram essencialmente os mesmos. Até hoje sinto o eco daquela frase. Eco que às vezes vem com a ajuda de fora (acho que muitos jovens e adultos de hoje também pensam isso), mas também um eco que vem de dentro, da própria experiência.

Sim, a experiência da rotina. Quando começa um novo tempo litúrgico (especialmente Quaresma e Advento) me vem uma sensação de “mais uma vez”. Não me assusto. Acho isso normal. Claro, tudo dependerá de a que me leve essa experiência: se for ao desânimo-desesperança, algo anda errado comigo. Se for a uma disposição de abrir-me à novidade escondida no “de sempre”, bom, acho que é por aí. Explico-me. Continue lendo MEDITAÇÃO SOBRE O TEMPO DE QUARESMA