Conheça nossa padroeira

A Devoção

A devoção à Nossa Senhora da Guia é pouco conhecida, mas em várias partes do mundo ela existe, nascida em épocas distintas, mas sempre tendo em conta a maternal interseção de Maria que guia seus filhos para a Salvação. Por isso Nossa Senhora da Guia é representada carregando o Menino Jesus com o braço esquerdo e portando uma luz (estrela ou vela) na mão direita.

No caso da Paróquia de Nossa Senhora da Guia que fica na rua Lins de Vasconcelos, 699, no Lins de Vasconcelos, bairro vizinho ao efervescente Méier, na zona Norte do Rio de Janeiro, tudo começa no século XV, em Portugal, na Aldeia Vila do Conde. Pescadores da aldeia teriam se perdido em alto mar durante uma tempestade. Muito piedosos, rezaram pedindo a ajuda de Santa Maria para que voltassem seguros ao porto. Neste momento apareceu no Céu uma estrela cintilante. Seguindo naquela direção os marujos chegaram sãos e salvos a terra. Daí surgiu o culto à Nossa Senhora da Guia que culminou na Igreja hoje a ela dedicada.

Chegada da Devoção no Brasil

No Rio de Janeiro, o primeiro registro histórico de devoção a Nossa Senhora da Guia surge em 1557. Salvador Correia de Sá a ela dedica o forte que ergue em Niterói, na entrada da barra, para guardar nossa cidade: o “Forte de Nossa Senhora da Guia” ou “Bateria de Nossa Senhora da Guia”.  Dentro do forte havia um pequeno altar dedicado a Nossa Senhora da Guia, construído com doações de uma rica devota da Santa, Dona Maria Pacheco.  A devoção a Nossa Senhora da Guia ali, provavelmente devido ao papel eminentemente defensivo do forte, não prosperou. Em 1624, Martim Corrêa de Sá remodelou e reequipou o forte, mudando-lhe o nome para “Fortaleza de Santa Cruz”, como hoje é conhecido.

A Imagem

Conta-se que nos idos de 1800, devido a uma grande tempestade, uma linda imagem de Nossa Senhora da Guia esculpida em madeira de lei e destinada à Bahia aportou no Rio de Janeiro, trazida por um barco vindo de Portugal que se desviara completamente de sua rota. Por escrúpulos piedosos, tendo em vista o grande desvio de rota e a “salvação” da tripulação com a chegada ao porto do Rio de Janeiro, decidiu-se que a imagem deveria ficar aqui no Rio.  Por um tempo ela foi guardada na Igreja de São Francisco Xavier do Engenho Velho e, afinal, levada por devotos para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Engenho Novo. Em 1884, devotos da Santa erguem um altar a ela dedicado na Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Engenho Novo e ali a colocam.

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